3 curiosidades sobre as eleicoes no Brasil

1- No Brasil, não há previsão constitucional para candidaturas avulsas;

2- Nosso país alinha-se ao pequeno grupo dos 9,68% dos países do mundo que não possibilitam nenhum tipo de candidatura apartidária em seus pleitos;

3- Existem Projetos de Emenda Constitucional sobre esse tema, mas, mesmo com tanta pressão social, nosso sistema político ainda não aceita a elegibilidade de pessoas que não sejam filiadas a um partido.

Você sabe onde está o erro nesse sistema?

A gente sabe que os partidos são importantes elos potenciais entre os eleitores e a administração pública, afunilando demandas e possibilitando interfaces importantes. Só que, hoje, com essa nova geração e a força da internet, existem novas demandas, mais ágeis, com maior poder de mobilização e que passam por cima de hierarquias e estruturas rígidas.

Os partidos muitas vezes se transformam em agremiações meramente preocupadas com suas demandas internas e deslocados da sociedade. Um dos recados sonoros da população nas Jornadas de Junho de 2013 foi justamente o desgosto e a decepção com os partidos e com o sistema representativo.

E por que essa obrigatoriedade ainda não deixou de existir?

Boa parte da rejeição a essa proposta reside no corporativismo de velhos caciques partidários ou no receio de que a permissão às candidaturas avulsas possa gerar uma pulverização exagerada do nosso sistema.

Na contramão dessa concepção, esses são exemplos de países que permitem algum grau de candidaturas avulsas: Japão, Alemanha, Itália, Reino Unido, Chile e EUA (nesses dois últimos, os candidatos podem concorrer até a presidência!).

Candidaturas desvinculadas de partidos fazem todo sentido no contexto atual onde tantos não se veem representados pelas legendas. Onde se deseja ter o direito de ter opinião e ser engajado sem ser enquadrado e rotulado.

Apoiar essa ideia passa longe de apregoar ódio cego aos partidos e ao sistema partidário. Significa, na verdade, possibilitar que vozes independentes de bandeiras e práticas partidárias possam ter seu espaço delimitado nas arenas oficiais, fortalecendo a representatividade.

É tempo de fazer uma nova política! A gente pode fazer diferente #18123

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

You may use these HTML tags and attributes:

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>